sexta-feira, 12 de março de 2010

Um dia nas trincheiras

 Dia 14 de Junho de 1915

Meu querido diário, foi mais um dia passado nestas trincheiras. Com o frio, a chuva e a fome. Logo de manhã foi a alvorada, fomos todos a correr para as trincheiras, para fugir ao inimigo; começou então a guerra. Ver milhares de colegas a morrer era horroroso. O inimigo era bastante forte, e houve vários ferimentos; bom, o resto do dia foi igual. Tirando a parte mais triste do dia, o meu querido irmão Joaquim Manuel e o meu querido e adorado amigo Fernando foram baleados, mas graças a Deus estão a ser tratados na enfermaria, claro que não é com muitos cuidados médicos, mas eles irão aguentar-se.
Bem, amanhã irá ser o dia mais temido, por todos os do nosso lado, claro que irá ser um dia ainda mais triste do que os outros, porque já se soube que o inimigo amanhã irá ser mais forte.Agora tenho de ir dormir porque amanhã tenho que acordar muito cedo.


 Dia 15 de Junho de 1915

Bom dia, meu diário.
Bem, já começa mal o dia, hoje de madrugada houve um ataque surpresa. Claro que nós não estávamos preparados, por isso, houve mais colegas nossos a falecer; mas, enfim, nós já estamos destinados a morrer, só se houver um milagre. Mas, por outro lado, como o inimigo fez esse ataque surpresa, agora nós estamos mais fortes e eles mais fracos. Portanto, já estamos mais tranquilos.
E o meu irmão e amigo já estão muito melhores, pronto, e o dia continua a ser com guerras.

Dia 16 de Junho de 1915

Meu diário, eu estou muito fraco, ontem pela tarde aconteceu-me uma coisa horrível, eu fui baleado ao pé do coração mas felizmente safei-me, foi só de raspão, a única coisa de bom  é que já não sou obrigado a ir para aquelas trincheiras. E o pior é que nós não comemos como deve ser.
Até amanhã.

                                                     Raquel Palma Nº17 6ºA

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